Praia de Botafogo , Rio de janeiro, 2 de Outubro de 1969,
João Saldanha, o então técnico da Seleção Brasileira de Futebol, está sentado tomando uma cerveja em um de seus butecos preferidos do Rio de Janeiro, sentado ao balcão, comendo uma coxinha que o dono do bar acabará de fritar, conversa com seus amigos... quando entra no bar um amigo querendo lhe apresentar um militar da marinha, que encontra-se na porta, todo fardado, e eis que surge o diálogo:
MILITAR: Olá João, meu nome é Paulo Luis, e sou contra-almirante ,
João Saldanha aperta sua mão bem forte e responde.
JOÃO: Olá Paulo Luis, .....eu também sou.
Esse diálogo faz parte do folclore(que dramatizei um pouco inventando data, lugar e nomes), entre outros casos que conferem a João Saldanha boas histórias, como: a recusa dele em apertar a mão do então presidente Médici ,
"- Esse cara matou e torturou meus amigos." justificou.
Na história em que o goleiro Manga marca uma briga com João em frente ao Botafogo , João vai ao local marcado,com clara ciência de sua desvantagem física e de idade, olha para seu oponente, puxa seu revolver da cintura e começa a atirar pra cima gritando -ENTÃO VEM, ENTÃO VEM, botando Manga ,a tiazinha da janela e todo mundo que estava na rua "pra correr".
Essas histórias(e muitas outras) lhe renderam o apelido de : João Sem Medo.
Formado em Direito, nasceu e cresceu em Alegrette-RS , em 1917
É conhecido principalmente por sua ligação com o futebol como jornalista esportivo, técnico do Botafogo e da Seleção Brasileira.
Filiado ao PCdoB, era membro ativo do partido sendo enviado á China para estudar métodos de guerrilha no campo.
Foi chamado pelo partido para liderar a Revolta do Quebra Milho, no interior do Paraná (uma disputa entre donos de terra e campones) no final dos anos 40.
Em 1966 era jornalista e foi o maior crítico da Seleção que fracassou na copa da Inglaterra, com um súbito de (AÉ??? FAZ MELHOR ENTÃO!!!) a CBD(CBF da época) lhe convidou para ser o técnico do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México de 1970.
O endurecimento da Ditadura , com o decredo do ato institucional número 5 e a "eleição" de Médici , João sabia seus dias como técnico da seleção estavam contados, era só esperar o pretesto.E o protesto veio. Com a não convocação do queridinho de Médici, Dadá Maravilha.
João saiu da seleção e continuou seu trabalho como jornalista.
Uma figura conturbada, polêmica, brilhante e mais do que tudo folclórica da história nacional.
E com ótimas histórias.
O QUE VIMOS:
Roda Viva - João Saldanha
João Saldanha e a sua "fantástica" teoria do cabelo
O QUE LEMOS:
Autor ANDRÉ IKI SIQUEIRA
Páginas 552
Ano 2007



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